FAQ

Como Ler o Blog

  1. Se você já conhece o blog, é só ler os primeiros posts. Como ultimamente eu não posto tanto quanto antigamente, eu pessoalmente aconselho usar um leitor RSS (como o Google Reader).
  2. Se você estiver procurando algo específico, existe a busca na barra lateral.
  3. Se você estiver com uma dúvida específica, procure primeiro aqui no FAQ. Talvez alguém já tenha tido a mesma dúvida antes.
  4. Se você estiver procurando informações de como é ser bolsista aqui, aconselho seguir a ordem cronológica.

Sobre Bolsas de Estudo

  1. Que bolsas existem para os não-descendentes?
    Que eu tenho informação, as bolsas oferecidas pelo Monbukagakusho (todas as modalidades) e a bolsa da JSPS para pós-doutorado.
  2. Que bolsas existem para descendentes?
    Além das bolsas para não-descendentes (Monbukagakusho e JSPS), existem as bolsas de estágio e pesquisa pelas províncias (Kenpi Kenshuu e Kenpi Ryugaku), as bolsas de especialização de curta duração da JICA, a bolsa de mestrado da JICA e a bolsa de graduação ou pós-graduação da Nippon Zaidan.
  3. Qual a melhor bolsa para mim?
    Depende do seu propósito:

    • Pós-doutorado: JSPS
    • Doutorado: Monbukagakusho Pesquisa ou Nippon Zaidan
    • Mestrado: Monbukagakusho Pesquisa, JICA Mestrado ou Nippon Zaidan
    • Pesquisa: Monbukagakusho Pesquisa ou Kenpi Ryugaku
    • Graduação: Monbukagakusho Graduação ou Nippon Zaidan
    • Estágio: Kenpi Kenshuu ou JICA curta duração

Sobre a Bolsa de Estudo de Pesquisa do Monbukagakusho (MEXT)

  1. Eu preciso saber japonês para prestar a bolsa do Monbukagakusho?
    Não, mas você precisa saber (e bem) ou japonês ou inglês. Um nível avançado deve ser o suficiente para passar na prova de seleção. Mas se você planeja vir para o Japão, aconselho a começar a aprender japonês!
    Observação: Se a sua área for de humanas, e a língua japonesa for um pré-requisito, você precisa sim saber japonês.
  2. Como é o processo seletivo?
    Consulte com o Consulado ou Embaixada que tem jurisdição sobre o local onde você reside atualmente. Em 2008 (quando eu prestei), a inscrição era em Abril, prova de línguas em Maio, entrevista em Junho, entrar em contato com futuros orientadores em Julho e Agosto, resultado parcial em Dezembro ou Janeiro, resultado final em Março.
  3. O que é mais importante no processo seletivo?
    Na minha opinião, histórico escolar, currículo e plano de pesquisa na documentação, e a entrevista. A banca da bolsa de pesquisa vai medir principalmente sua capacidade como pesquisador acadêmico.
  4. Como aumentar/melhorar minhas chances de aprovação?
    Primeiramente, ser formado em uma faculdade boa ajuda bastante – se tiver notas boas, melhor ainda. Mas o mais importante é ter um plano de pesquisa consistente que indique sua capacidade como pesquisador. Basicamente, mostrar que você entende como está a pesquisa global atual na sua área, identificar um ponto de interesse acadêmico como seu tema de pesquisa, e mostrar como você trabalhará seu tema baseado na teoria existente.
  5. Existe algum modelo para o plano de pesquisa?
    Os melhores modelos são papers da sua área. Acesse o Google Acadêmico ou sites das conferências mais importantes que você terá muitos exemplos excelentes! Além de você ler literatura útil para construir seu próprio projeto, você ainda entenderá como é a estrutura básica de um paper.
    Em geral, escreva um abstract, introdução, motivação com estado da arte (ou seja, em que situação está a sua área de pesquisa em âmbito mundial, o que ajuda a explicar por que sua pesquisa é importante e como ela se encaixa), trabalho proposto, talvez uma metodologia, conclusão e referências bibliográficas. Todas as referências devem estar citadas no texto, de preferência, e toda afirmação do seu texto é bom que esteja embasada em algum trabalho. Para o Consulado de São Paulo, são 6 páginas no máximo.
  6. Existe algum modelo para o currículo?
    Existe muitos na Internet. Um modelo simples é: informações pessoais, objetivos, aptidões (suas habilidades ou seu perfil), formação acadêmica, experiência de trabalho, ferramentas de computação/informática, línguas, cursos de aperfeiçoamento, prêmios, publicações e informações complementares.
  7. Como é a entrevista?
    No Consulado de São Paulo, são 15 minutos em português (se você souber bem japonês, será perguntado em japonês também) sobre sua pesquisa, seu currículo, sua motivação, o por quê do Japão, o que você pretende fazer quando voltar para o Brasil, se já tem possíveis orientadores em mente, entre outros. Vá bem preparado que a entrevista é a parte mais difícil do processo seletivo inteiro.
  8. Qual a duração da bolsa?
    Inicialmente, a duração é de 2 anos. Ou seja, a partir do momento que um bolsista é aceito, ele tem 2 anos como estudante de pesquisa. Caso entre no mestrado ou doutorado nesse meio tempo, a bolsa é extendida para mais 2 anos a partir da data de ingresso no caso de mestrado, e 3 anos no caso do doutorado.
    É possível extender a bolsa caso o bolsista esteja no mestrado e seja aprovado no doutorado (nesse caso, a duração total seria tempo como estudante de pesquisa + 5 anos), e caso necessário, é possível extender um pouco no fim do doutorado também.
  9. E sobre a bolsa do Monbukagakusho de graduação…?
    Desculpe, mas eu não sei muito sobre a bolsa de graduação não. Eu posso tentar ajudar de algum jeito se quiser, mas não garanto que as informações serão de alguma ajuda.
  10. Eu quero fazer a graduação no Japão com bolsa de estudos!
    Por uma série de fatores, eu pessoalmente recomendo fazer a graduação em uma universidade de ponta do Brasil e depois tentar uma bolsa de pós-graduação. Mas como não custa tentar a bolsa de graduação, estudem bastante! Só não acho interessante focar no Japão como única opção e esquecer que existem universidades excelentes no Brasil.
  11. Dá para estudar na Universidade de Tóquio sem bolsa?
    Teoricamente dá – se você conseguir pagar a mensalidade mais o custo de vida de Tóquio. E também, se você conseguir passar no vestibular do Japão também. Para a pós-graduação, diversas faculdades têm provas em inglês, mas na graduação, o seu japonês deverá ser do nível de um estudante colegial japonês. Mais fácil conseguir a bolsa de graduação ou passar na USP ou Unicamp, na minha humilde opinião.

Sobre Pós-Graduação

  1. A pós-graduação no Japão é em inglês ou japonês?
    Depende da faculdade, departamento e curso. No meu, eu faço todas as minhas apresentações, escrevo minha tese e defendo em inglês, mas algumas aulas são em japonês. A prova de ingresso e a entrevista também foram em inglês, mas uma boa parte da documentação é em japonês.
    Contudo, eu sei de muitos outros departamentos que é tudo em japonês.
  2. Existe prova de ingresso em inglês?
    Novamente, depende da faculdade e departamento. No geral, Engenharia sim, Humanas não.

Sobre Trabalho no Japão

  1. Eu quero trabalhar em fábricas no Japão. 
    Eu realmente não sei nada sobre esse assunto, então seria melhor procurar alguma empresa ou associação mais especializada no Brasil mesmo.
  2. Eu quero trabalhar como mão-de-obra especializada em alguma empresa no Japão. Qual o melhor jeito de proceder?
    Primeiramente, o melhor modo é você estudar um tempo no Japão. Estando aqui, você pode conhecer melhor o mercado de trabalho daqui, como é o processo de contratação, etc.
  3. Como é a situação para conseguir empregos no Japão?
    O Japão é um país em crise atualmente, então espere um mercado de trabalho muito concorrido. Em geral, se você for formado em uma universidade boa japonesa, suas chances aumentam consideravelmente. Mas não conte muito com trabalhar em cargos que normalmente seriam ocupados pelos japoneses: o não domínio da língua e cultura japonesa (incluindo keigo e etiqueta empresarial) serve como grande diferencial negativo. As melhores chances para estrangeiros parecem que estão em empresas internacionais ou altamente internacionalizadas.
  4. Como é a cultura empresarial no Japão?
    • Trabalho acima de tudo. Espere trabalhar 10 a 11 horas por dia. E será esperado de você que você coloque a empresa antes da família, amigos, vida social, etc.
    • Não existe muita mobilidade, então é bem difícil mudar de emprego caso você seja demitido ou peça demissão
    • Embora o Japão seja um país hierarquizado, há poucos níveis de hierarquia dentro da empresa. Isso significa que demora bastante para conseguir uma promoção, questão de décadas (e estrangeiros não são a primeira escolha para uma promoção)
    • Você não será demitido tão facilmente
  5. Como é o salário?
    Para arubaito, cerca de ¥150.000 por mês para 40 horas semanais. Para recém-formados, entre ¥200.000 a ¥300.000 por mês, não importando a área.
  6. Como é o processo de contratação?
    • Existem processos separados para recém-formados (e às vezes, no máximo 2 anos de formado) e para o restante. Em geral, o primeiro exigirá que você seja formado de universidade japonesa boa, enquanto o segundo exigirá muita experiência
    • O processo para recém-formados leva cerca de um ano, enquanto o outro é mais ágil. Mas de qualquer forma, você participará de muitas entrevistas e de um processo seletivo exaustivo
    • No processo para recém-formados, eles em geral te colocam em posições na empresa sem levar muito em consideração suas aptidões. Aliás, a maior parte dos japoneses não escolhem e nem sabem a posição em que vão trabalhar
  7. Qual nível de japonês precisa?
    No mínimo nível N1 do Nihongo Noryoku Shiken. Observe o “no mínimo”. Se for para empresa japonesa, você deve ser fluente, inclusive em escrita e no keigo.
  8. Você trabalharia no Japão?
    Resposta pessoal: não tenho planos, mas veremos.

Sobre a Vida no Japão

  1. Qual é o custo de vida de Tóquio?
    Difícil dizer. Para um estudante bolsista, é algo assim:

    • Moradia: Entre ¥30.000 a ¥60.000 por mês para um dormitório. Estudantes japoneses devem pagar em média uns ¥80.000 por um apartamento bem pequeno no centro de Tóquio
    • Água, luz e gás: Espere cerca de ¥10.000 por mês para água, luz e gás
    • Telefone: Se não for um smartphone e você comprar à vista, o mínimo é cerca de ¥1.000 por mês. Sendo smartphone e com a prestação do aparelho, deve chegar a uns ¥5.000
    • Internet: Em geral, está entre ¥3.000 a ¥5.000 por mês
    • Transporte: Estime cerca de ¥8.000 caso você tenha passe escolar, ou mais de ¥20.000 caso contrário
    • Alimentação: Eu gasto entre ¥40.000 e ¥50.000 por mês
  2. Como está Tóquio depois do terremoto?
    Sem maiores preocupações, tirando os blecautes programados durante o verão (lembrando que o verão japonês chega a 38 graus com 100% de umidade). Mas se você quiser ter filhos, eu não recomendo ir para Fukushima.

Sobre Relacionamentos

  1. Como eu arranjo uma namorada japonesa?
    Eu sei lá, eu tenho uma esposa brasileira. Que tal tentar um daqueles manuais de como arranjar namoradas japonesas? E não, eu não sei onde que se compra um manual desses, mas quase certeza que dá para comprar um.
  2. Onde fazer amigos japoneses?
    Boa pergunta.
  3. Sério, onde fazer amigos japoneses?
    Os clubes de esporte, culturais, etc. são boas opções. Seu laboratório também. Os alunos que ajudam e participam de eventos de intercâmbio cultural em geral são bem legais também. Conhecer gente na rua ou sem um contexto (como um clube) é difícil, mas tem gente que consegue.
    Se você estiver no Brasil, aí as coisas são mais difíceis. Existem redes sociais. Saber japonês ajuda bastante também.

8 pensamentos sobre “FAQ

  1. Gostei muito desse FAQs, bem explicativo.Tenho uma pergunta:
    Qual é a duração do curso completo, ou seja pesquisa+mestrado?

    Agradeço

  2. muito bom esse blog, tirei bastante duvida, gostaria de fazer uma pergunta, bom eu quero muito fazer faculdade de animação no japão, já que e a terra do anime e mangá, na faculdade tokyo geijutsu daigaku. bom a pergunta é se vc sabe algo de como é a seleção para bolsas de estudos lá..e outra coisa eu vi o video de Elis Naomi no youtube fico super legal… até mas obrigado..

    • Para bolsas de graduação no Japão para alguém que mora no Brasil, existem somente a possibilidade da bolsa do Monbukagakusho e da Nippon Zaidan. Sendo bem realista, eu pessoalmente acho que para graduação em animação, é difícil conseguir bolsas: a bolsa do Monbukagakusho é muito concorrida (talvez mais de 300 candidatos para 1 vaga por ano), e a bolsa da Nippon Zaidan (para descendentes apenas) exige um projeto com cunho social. Você pode também fazer a faculdade no Brasil e depois tentar uma bolsa de pós-graduação, que conseguir bolsas são mais fáceis no nível de pós (considerando que você tenha um bom plano de pesquisa).

      Bem, você pode tentar as bolsas que não custa nada – mas lembre-se que você terá que convencer a banca que há algum mérito em eles te darem a bolsa. De qualquer forma, eu pessoalmente acho importante você não se prender apenas nessa possibilidade, porque bolsas de graduação são difíceis de conseguir em qualquer área.

  3. cara agora fiquei triste… mas tudo bem nada melhor que a realidade pra nós tirar do mundo da lua…mas eu não vo desistir…o ruim e que aqui no Brasil não tem esse curso especifico de animação só alguns cursos básicos de mangá.. vo tentar pelo monbukagakusho se não conseguir tudo bem, faço aki mesmo um faculdade nessa área desenho e tento a pós-graduação ai ki tal…sabe como é né brasileiro nuca desiste. kkkk…mas agora serio obrigado por me dar uma resposta direta e rápida né pensei que talvez fosse demorar dias pra me responder e qual quer dia ti vejo porai no japão… arigatou por tudo até mas….

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