Sobrevivendo no verão japonês

O verão japonês, tirando se você estiver em lugares como Hokkaido ou Karuizawa, é um tanto difícil de aturar. Passado a época do tsuyu, chega o manatsu, fazendo de 35 a 40 graus todo dia com umidade do ar beirando os 100%. Se você for um esquimó que nem eu, precisará de ajuda extra para aguentar os meses de julho, agosto de setembro.

Aqui vão algumas dicas de compras então (não vou escrever marca nem colocar foto para não fazer propaganda, mas fiquem sabendo que tais coisas existem) e outras coisas:

  • Existem sprays que você passa na roupa e ela fica geladinha (testado e aprovado). O efeito dura cerca de uma hora. Esses sprays podem ser comprados em farmácias, e sempre estão em lugares bem visíveis durante o verão, com desenhos de urso polar, etc. Não tem muito erro
  • Existem sprays que você passa em um pano e passa no seu corpo (não testei). Quase a mesma coisa que o anterior, e em geral estão um do lado do outro
  • Existem uns pacotes de lenços que você usa para limpar o suor do corpo (testado e aprovado). Em geral, eles também têm a mesma substância que causa a refrescância dos dois produtos acima
  • Existem sabonetes líquidos com efeito refrescante e que dizem limpar melhor o suor. Testado, mas não refrescou muito não
  • Existem filtros solares com efeito refrescante. Testado, mas esse também não refrescou muito não
  • Existem gels de barbear com efeito refrescante. Testado, mas não refrescou
  • Pegue leques de graça por aí
  • Coma unagi para manter stamina. Vende em restaurantes, supermercados e de vez em quando em lojas de conveniência. Testado, gosto aprovado por mim
  • Tome bastante líquido. Existem alguns que são feitos especialmente para enfrentar o cansaço e que podem ser encontrados em máquinas de refrigerante
  • Não faça exercício físico debaixo do sol do verão
  • Use o ar condicionado. Se não quiser gastar tanto com energia, ligue um ventilador e baixe a potência do ar. Os japoneses deixam o ar entre 26 e 28°C, dependendo do quão bem o ar funciona. Eu deixo no 28°C normalmente
  • Se tiver dinheiro, fuja do calor. Vá para lugares como Hokkaido, Karuizawa, Brasil ou Pólo Norte

Para mim, o spray que passa na roupa e o pacote de lenço com mentol funcionam bem. Se não estiver muito abafado, o leque também é suficiente. Em casa, infelizmente tenho que deixar a economia de energia de lado e ligar o ar condicionado. Para aqueles que estão nessa sauna, cuidem bem da saúde!

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Cartão de crédito e débito no Japão

Ser estrangeiro no Japão não é fácil… Além por exemplo da dificuldade em encontrar apartamentos e abrir contas bancárias logo depois de chegar aqui, o vilão dessa vez foi conseguir cartão de crédito.

Embora cartões de créditos não sejam muito utilizados por aqui (e no dia-a-dia japonês, ele é desnecessário), muitas pessoas precisam de cartão para fazer compras em sites online do exterior ou, como no meu caso, inscrever para conferências. E conseguir um cartão de crédito sendo estrangeiro é realmente difícil – tirando obviamente cartões que têm convênio com universidades.

As empresas que emitem cartões de crédito (não a Visa, Master Card, JCB e American Express, mas sim bancos e algumas lojas) são bem chatas para dar o cartão. Eles checam históricos de pagamento, tempo de permanência no Japão, se você mora no mesmo lugar faz alguns anos, se tem linha de telefone fixa, renda, se é casado com japonês(a), tem trabalho fixo e muitas outras coisas. E mesmo estrangeiros com histórico bom já tiveram cartões negados, pelo que eu li em fóruns por aí. Eu inclusive tentei o cartão Visa do JP Post Bank (ゆうちょ銀行) e fui negado – provavelmente por ser estudante estrangeiro bolsista sem muito dinheiro na conta. Dizem que cartões de lojas de departamento são mais fáceis de conseguir, mas como a resposta (seja ela sim ou não) demora 4 semanas, eu resolvi tentar outras alternativas.

Então fica a dica: Embora não seja muito normal, no Japão existem algumas poucas empresas que fornecem cartão de débito (considerando que você precisa apenas do cartão, e não do crédito em si). O cartão de débito da Visa (Visaデビットカード), por exemplo, é emitido por instituições como o banco Resona (りそな銀行), Suruga (スルガ銀行) e Rakuten (楽天銀行). Eu abri uma conta nova no Resona e tirei o meu cartão lá mesmo.

Última observação: o Resona Ginkou e o Saitama Resona Ginkou, embora tenham nomes quase iguais, logos iguais, páginas na Internet iguais e ao que parece você pode até usar o ATM um do outro, eles são bancos diferentes. Além disso, o Saitama Resona não tem o dito cujo do cartão.

Koshigaya Lake Town

Um bom lugar para quem quer fazer compras, o sul da província de Saitama é o lugar certo. O Aeon Lake Town na cidade de Koshigaya (acessível pela estação Koshigaya Lake Town na linha JR Musashino) possui 220.000 metros quadrados e é o maior shopping center do Japão. Ele foi construído em 2008 com dois prédios (os chamados Kaze e Mori), e já expandiu com um terceiro prédio de outlets.

Quem quiser, dá para passar um dia inteiro lá. Os preços não são os mais baratos que você pode encontrar no Japão, mas existe muita variedade. E para comer, também existem boas opções, como Krispy Kreme, Burger King, Cold Stone, entre outros.

Mercados brasileiros

Eu já usei três mercados brasileiros online, o Bom Preço, o BrasMarket e o Tele-Amigos (o melhor para comprar carnes, pelo menos quando eu vi), então quem precisar, aí estão os sites. A média do preço da entrega é cerca de ¥1.200 a ¥1.400 (não lembro exatamente), então o melhor é dividir o frete com alguém, se possível.

Além disso, existe o Kyoudai, que fica no sexto andar do prédio do Consulado Brasileiro, e um em Sakado (linha Tobu Tojo, estação Sakado), perto do Capim Dourado, a churrascaria brasileira que fomos no aniversário da Maili do ano passado.