Mais Osaka e Kyoto

Continuando a série de viagens que eu fiz em Setembro, eu fui para Osaka e Kyoto e dessa vez vi algumas outras coisas diferentes que das outras vezes que eu fui.

Em Osaka, existe um passe mágico que eu não sei o nome, preço e nem onde se compra (porque eu ganhei ele), mas ele deixa você andar de trem e metrô à vontade durante um dia, além de poder entrar de graça em diversas atrações como a roda gigante do aquário, passeios de barcos, museus, etc. Eu sei que ele é aproximadamente ¥2000, o que é bem em conta de contar o preço de tudo separadamente.

Um dos lugares que eu fui foi o Museum of Housing and Living de Osaka (Osaka Kurashi Konjaku-kan ou 大阪くらし今昔館), de graça com o passe, que é um museu que conta com réplicas de casas e de como era a vida em Osaka antigamente.

Osaka Kurashi Konjaku-kan

Osaka Kurashi Konjaku-kan

Eu fui também para o Tsutenkaku (通天閣), a antiga torre mais alta de Osaka e em um passeio em Dotonbori (道頓堀), ambos de graça com o passe, e fui no Chuo Kokaido (大阪中央公会堂), que é de graça por natureza.

Tsutenkaku

Tsutenkaku

Passeio de barco em Dotonbori

Passeio de barco em Dotonbori

Osaka Chuo Kokaido

Osaka Chuo Kokaido

Por fim, também passei em Kyoto. Além de ir novamente no Fushimi Inari Taisha, que eu estou votando como o meu ponto turístico favorito dos que eu visitei no Japão até agora, eu fui no Toei Kyoto Studio Park, um parque temático usado como set de gravação de filmes antigos japoneses. A entrada é ¥2200, e é bem interessante para entusiastas de casas antigas japonesas como eu – para quem não faz tanta questão, as atrações talvez sejam meio infantis.

Toei Kyoto Studio Park

Toei Kyoto Studio Park

Oita, Kumamoto e Saga

Esses dias, tive que alguns afazeres em Kyushu e, aproveitando a viagem, visitei as províncias de Oita, Kumamoto e Saga. Para quem tem visto de estudante, existe o JR Kyushu Foreign Student Pass (JR Kyushu Ryugakusei Pass ou JR九州留学生パス), que por ¥7200 é possível viajar por toda a metade norte da ilha por três dias sem limite. É só entrar com ele na catraca da JR e subir nos trens sem reserva de assento. Se quiser assento reservado, deve-se pagar um extra à parte.

Usando o passe, eu peguei o Sonic da estação de Hakata em Fukuoka para Beppu (別府市) na província de Oita (大分県), cidade famosa por suas águas termais. Como tive pouco tempo, peguei um ônibus a partir da estação de Beppu para o chamado Inferno de Beppu (別府の地獄), que são um conjunto de 8 fontes de água aquecidas naturalmente – entenda-se água borbulhante, na maioria não dá para entrar. Um passe para entrar em todas as fontes custa cerca de ¥2000.

Inferno de Beppu

Inferno de Beppu

Continuando a viagem, fui de trem-bala para a cidade de Kumamoto (熊本市) na província de mesmo nome. Visitei o Castelo de Kumamoto (熊本城), o parque Suizenji (水前寺公園) e a casa de uma família nobre antiga chamada Hosokawa Gyobutei (旧細川刑部邸). A entrada para o castelo e para a casa dava cerca de ¥640 (se não me engano), e o parque ¥400.

Castelo de Kumamoto

Castelo de Kumamoto

Suizenji

Suizenji

Hosokawa Gyobutei

Hosokawa Gyobutei

Por fim, como ainda tive um tempo livre, fui para a cidade de Karatsu (唐津市) na província de Saga (佐賀県) em um lugar chamado Niji no Matsubara (虹ノ松原), que é uma floresta de pinheiros japoneses do lado do mar. É um lugar bem legal, mas acho que só vale mesmo a pena se você tiver tempo sobrando e for perto de algum lugar que você tenha que ir. De qualquer forma, as fotos ficaram boas.

Niji no Matsubara

Niji no Matsubara

Job Hunting nos EUA (e o visto H-1B)

Depois de escrever bastante sobre job hunting no Japão (existem muitas peculiaridades, por sinal), falarei um pouco sobre job hunting nos EUA.

Na verdade, falarei sobre o processo de procura de emprego para quem precisa do visto de H-1B, e não sobre como conseguir emprego lá.

O H-1B é o visto de trabalho altamente especializado (ou seja, pessoas das áreas conhecidas como STEM — Science, Technology, Engineering and Mathematics). Obviamente, para você poder aplicar para este visto, é necessário que você tenha no mínimo graduação e uma oferta de trabalho de uma empresa americana ou uma empresa multinacional com atividade nos EUA.

Por causa do número excessivo de aplicações, o governo americano faz uma loteria para escolher os aprovados para o visto. Sim, um processo completamente aleatório. Basicamente, o processo funciona mais ou menos assim:

  • Você deve ter uma oferta de trabalho formal até meado de Março
  • A empresa deve fazer algumas burocracias que demoram cerca de 10 dias
  • O governo americano abre o período de aplicações no dia 1 de Abril
  • A empresa entra com a aplicação
  • O governo americano fecha o período de aplicações cinco dias úteis depois. Se o número de aplicações for menor que o número de vistos previsto no “cap” definido por lei, o período de aplicações fica aberto até esse número ser atingido
  • Quando o período de aplicações fechar, se o número de aplicações for maior que o cap, a loteria computadorizada é utilizada:
    • Primeiro, 20.000 vistos para formados em Mestrado em alguma universidade americana são sorteados (o chamado “Master’s quota”)
    • Os formados em Mestrado que não forem selecionados por esse sorteio são colocados junto com o restante dos aplicantes
    • Em seguida, 65.000 vistos são sorteados
    • Dizem que ter mais de uma aplicação (feita por mais de uma empresa) não aumenta suas chances na loteria
  • O governo americano começará a processar as aplicações logo após a loteria. Para os empregadores que aplicaram usando o Premium Processing (ou seja, pagando mais para o processamento ir mais rápido), em geral o resultado inicial chega até o final de Abril. Para o restante, o resultado demora um pouco mais
  • Depois do resultado, o governo americano começará o processamento de cada aplicação de verdade, e o resultado em geral sairá em Junho ou Julho
  • Com os documentos em mãos, você deve ir para a Embaixada ou Consulado pré-definido para carimbar o passaporte. Você só pode ir lá a partir de três meses antes da data prevista de início do visto (ou seja, faltando menos de 90 dias para o início do visto)
  • Você só pode começar a trabalhar em Outubro, no mais cedo

Ou seja, você deve estar com uma oferta formal no meio de Março para início do trabalho em Outubro. Se você não for selecionado, infelizmente você terá de esperar mais um ano para tentar novamente.

Esse post vale apenas para quem não tem nacionalidade americana ou residência permanente, mas vale para quem está estudando nos EUA e quer trabalhar por lá. Quem for trabalhar em locais como universidades, podem conseguir o H-1B sem precisar passar pela loteria, mas se for mudar de emprego para algum lugar que não está isento, deve passar pela loteria. Por fim, esse visto é “dual intent”, ou seja, ele permite que você entre nos EUA com intenção de tirar a residência permanente (o famoso Green Card) e tirar a nacionalização.

Izu

Izu (伊豆) é uma peninsula que fica na província de Shizuoka. No fim de semana prolongado de 2 a 4 de novembro, nós fomos passear lá com alguns conhecidos. Dessa vez ficamos em uma casa alugada e fomos de carro, então não haverá dicas de transporte e acomodação.

Aqui vai uma foto do Oceano Pacífico para vocês. Essa pessoa que está pescando aí não sou eu, por sinal.

Passeio em Izu

Passeio em Izu

A parte da praia fica em Shimoda, mais ao sul da península. Como nós não fomos até lá, fico devendo essa.

Gasshuku do laboratório

Depois de muito tempo sem postar, resolvi tirar um pouco do pó acumulado no meu blog.

Gasshuku (合宿), como já disse esse post, é uma viagem com intuito de estudar, treinar ou fazer algo que você faria normalmente, mas em um ambiente diferente para que você possa se concentrar melhor.

Dia 12 e 13 de outubro foi o gasshuku do meu laboratório em Kawaguchiko (河口湖), um dos lagos aos pés do Monte Fuji. Não teve tempo para passear nos arredores – a não ser se você quisesse passear depois, e os dois dias foram basicamente de palestras sobre coisas internas do laboratório.

Em geral, você tem que tirar o dinheiro do bolso. Por isso, muitas vezes os gasshukus são feitos nos chamados “seminar houses”, que são mais baratos que hotéis normais.