Zairyu Card

Finalmente deixei de ser alien aqui no Japão. Como tive que renovar o meu visto novamente, com a mudança no ato de controle imigratório (ler mais aqui), eu recebi o novo Zairyu Card (在留カード) ao invés do Gaikokujin Touroku Shoumeisho (外国人登録証明書), que é traduzido para “Alien Registration Card”.

Além do Zairyu Card, do sistema de re-entry facilitado e de que o Immigration Bureau cuidará dos estrangeiros ao invés das prefeituras, eu ainda não percebi maiores diferenças no sistema.

Para os estudantes de plantão, não esqueçam de entregar cópias do seu cartão para as secretarias da faculdade. Eu tive que entregar para o departamento e para a Graduate School, por sinal.

Kanazawa

Kanazawa (金沢) é a capital da província de Ishikawa (石川県) e é famosa pela preservação da cultural tradicional japonesa, pelo artesanato e pela culinária. Ela fica fora da rota principal do shinkansen, então muitos turistas estrangeiros não chegam a conhecer a cidade. Para ir para lá, o jeito mais prático é pegar avião até o aeroporto de Komatsu (小松空港), e de lá pegar um ônibus expresso até a estação de Kanazawa (40 minutos, ¥1100).

As principais atrações de Kanazawa estão todas perto uma das outras; dá para ir andando, mas é melhor pegar o Kanazawa Loop Bus, cuja viagem individual é ¥200 e o bilhete diário é ¥500. Existem outras opções de passeio por perto, como o Kaga Onsen (加賀温泉), e outras não tão perto como Takayama (高山) e Shirakawago (白川郷).

Eu peguei o voo saindo lá pelas 10:05 da manhã de Haneda, chegando às 11:05 em Komatsu e 11:55 em Kanazawa. Andei até o mercado Omicho (Omicho Ichiba ou 近江町市場, a 15 minutos andando da estação) para almoçar. Por sinal, a especialidade de Kanazawa são os frutos do mar.

Depois, peguei o Loop Bus em direção ao distrito de Nishi Chaya (にし茶屋街), onde antigamente existiam casas de chá com geishas. O Loop Bus normalmente anda só em sentido horário, mas nos fins de semana de verão existe uma linha que faz o sentido anti-horário também. Chegando no Nishi Chaya, eu fui para o museu Nishi Chaya Shiryo (西茶屋資料博物館, entrada de graça), que tem uma exposição de como eram os quartos antigamente no segundo andar.

Nishi Chaya

Nishi Chaya

Em seguida, eu fui para o Myoryuji (妙立寺), um templo com diversas armadilhas que lembram até coisa de ninja. Esse templo também é conhecido como Ninjadera (忍者寺) por causa disso, mas eles insistem que o templo não tem nenhuma relação com ninja. A entrada é ¥800 e o tour demora 40 minutos (em japonês). Infelizmente, não é permitido tirar fotos do interior, então eu não tenho fotos para postar.

Myoryuji

Myoryuji

Em seguida, fui para a região de Nagamachi (a cerca de 10 minutos andando do Myoryuji), onde existem diversas casas antigas de samurai. Fui primeiro para o museu Shinise Kinenkan, uma antiga casa de mercantes, e depois para o Nomura-ke, uma antiga casa de samurais.

Shinise Kinenkan Museum

Shinise Kinenkan Museum

Nomura-ke

Nomura-ke

Como a maior parte das atrações fecha às 17:00, voltei para o hotel de ônibus. No dia seguinte de manhã, fui para o distrito de Higashi Chaya (ひがし茶屋街), que também é um antigo distrito de gueishas, mas maior que o Nishi Chaya. Lá, fui na casa Shima (entrada por ¥400, ou ¥350 se apresentar o bilhete diário do Loop Bus), que possui uma exposição também. Além disso, por mais ¥700, você pode tomar chá verde e comer um doce japonês no jardim dos fundos.

Shima, em Higashi Chaya

Shima, em Higashi Chaya

Depois, fui de ônibus para o parque Kenrokuen (兼六園, entrada ¥300), conhecido como um dos melhores jardins japoneses do país, e para o Kaga Yuzen Traditional Industry Center para experimentar vestir um kimono feito na região (¥2000 para tirar fotos dentro do prédio, ou ¥4500 para andar com ele até o Kenrokuen), antes indo almoçar no Sakura-tei, um restaurante da região que é meio caro mas vale todo iene pago.

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Kenrokuen

Almoço no Sakura-tei

Almoço no Sakura-tei

Kimono de Kaga Yuzen

Kimono de Kaga Yuzen

Por fim, fui a pé para o 21st Century Contemporary Art Museum, antes tomando um sorvete com folha de ouro que fica do lado do museu. Dei uma olhada também no muse de Noh e na loja de artesanato Hirosaka, que ficam um do lado do outro, embora não tenha olhado muito a fundo por já estar bem cansado. Depois disso, voltei para a estação, comprei omiyages como sempre, e voltei para Tóquio.