COLING 2012 – Mumbai, Índia (Parte 1)

Do dia 8 a 15 de dezembro deste ano aconteceu a COLING 2012 (24th International Conference on Computational Linguistics). Assim, eu fui para Mumbai, Índia, apresentar um poster sobre a minha pesquisa. Mumbai (antigamente chamada de Bombay) é a maior cidade da Índia e fica na província de Maharashtra, no oeste do país.

Dá para se chegar do Japão em voo direto pela ANA, ou voo com escala em Delhi pela Air India, além de outras opções. Eu fui pela Air India mesmo que é mais barata (embora a universidade reembolse o valor): peguei meu voo em Narita às 11h30 do dia 9 e cheguei em Delhi às 18h do mesmo dia no horário local, contando a diferença de fuso de 3h30. Em Delhi, é necessário passar pela imigração, onde eles verão seu visto. No caso de brasileiros, eles também pedem um certo documento sobre vacinação que o agente da imigração não exigiu por eu ter vindo e por eu morar no Japão.

O segundo voo saiu atrasado, e eu acabei saindo do aeroporto de Mumbai só depois das 23h30. Na saída, eu fui para o guichê de táxis pré-pagos, que fica dentro do saguão à esquerda. Junto dele ficam outras empresas de táxi também, mas fui aconselhado a ir de pré-pago para evitar que o motorista dê uma volta maior só para ganhar mais. Depois, fui para a fila de táxis, que fica à direita depois da saída. Se tiver dúvidas onde é o local, pergunte para os seguranças uniformizados onde a fila fica. Em hipótese alguma pegue os táxis que ficam esperando os turistas na saída, porque há diversas ocorrências de golpes registrados contra esses taxistas. A minha corrida de táxi até o hotel, que fica a menos de 4km do aeroporto, ficou por Rs280 (cerca de US$5,60) mais uma gorjeta de Rs50 a 100. Em geral, corridas dentro de Mumbai, por mais longas que sejam, dificilmente passam de Rs800.

A viagem de táxi foi algo… emocionante! Aliás, o trânsito todo de Mumbai faz dirigir na Marginal Tietê em horário de pico parecer brincadeira de criança. Comece pelo fato que faixas na pista são inexistentes, e mesmo que existam, os motoristas não respeitam. E quando eu digo faixas na pista, muitas vezes isso inclui a faixa central que separa as duas mãos. Segundo, semáforo é também completamente inútil. Ninguém respeita eles – nem mesmo os pedestres, o que gera um bolo de carros, ônibus, auto-rickshaws, caminhões e pessoas querendo atravessar o cruzamento ao mesmo tempo. Além disso, a maior parte dos motoristas fazem barbaridades no volante: fecham carros a todo instante, fecham cruzamento, andam na contramão, tudo absolutamente normal. E para finalizar, buzinando a todo segundo literalmente.

Passei um tempo razoável no táxi, porque o taxista não sabia exatamente onde era o hotel, não sabia ler o mapa que eu tirei do Google Maps (maior parte não sabe ler mapas) e o sistema de endereço consegue ser pior que o japonês. Só para se ter uma ideia, o endereço oficial do meu hotel é algo como “perto da rua principal X”. Não dá nem o número da rua X para facilitar a localização do hotel, e mesmo que desse, não ia adiantar porque as ruas não têm numeração. No fim, eu fui chegar no hotel quase 1 da manhã. E como me disseram que o ônibus fretado da conferência sairia às 6h30, foram cerca de 5 horas se sono. Obviamente, o ônibus na verdade chegou no meu hotel às 6h30 e saiu só às 7h30, porque as coisas parece que funcionam assim por aqui. Mas isso eu falarei nos próximos posts.

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