Documentos para matrícula no mestrado

Para entrada no mestrado na Universidade de Tóquio pelo Graduate School of Information Science and Technology, Department of Creative Informatics, foram necessários apenas 3 documentos para monbusheiros: o formulário para registro na universidade (gakusekihyou ou 学籍票) que precisa de uma foto 5×4, o formulário do seu endereço (genjuusho todoke ou 現住所届) e o papel azul do alien registration (gaikokujin touroku genpyou kisaijikou shoumeisho ou 外国人登録原票記載事項証明書).

Depois disso, só ir para a palestra para os ingressantes em outubro no campus de Akihabara na sexta-feira dia 02. Mas eu ainda não sei como ficarão as aulas, que teoricamente começam dia 01, antes da palestra…

Maido Ookini! Um pouco de Kansai-ben

O Kansai-ben (関西弁) é um dialeto falado na região de Kansai. Na verdade, cada região dentro de Kansai, ou seja, Osaka, Kyoto, Nara, Kobe, etc. têm suas peculiaridades quanto ao uso do japonês, mas no geral o que tem de comum é conhecido como o Kansai-ben.

Este dialeto é caracterizado por ser mais melódico e mais áspero que o japonês de Tóquio, considerado algo como o “padrão” (mais ou menos como o português paulistano). Uma coisa engraçada quanto ao dialeto é que, por exemplo, como Osaka é conhecido como a região dos comediantes, é comum ver comediantes na TV usando o Osaka-ben, mesmo que o comediante não seja necessariamente da região. Se você ver vendedores de okonomiyaki usando esse sotaque, também não estranhe! Afinal de contas, okonomiyakis bons são os de Osaka!

Que tal aprender algumas palavrinhas? Aqui vão:

  • Chau: Janai, chigau, dewa nai
  • Kamahen: Kamawanai (“não importa”)
  • Maido: Doumo
  • Nanbo: Ikura
  • Ookini: Arigatou
  • Oru: Iru (verbo existir)
  • Uchi: Watashi (“eu” para mulheres)
  • Wai: Ore (“eu” para homens)

Por fim, se você ouvir alguém terminando a frase com “ya”, é Kansai-ben! O “ya” é equivalente ao “dayo” de Tóquio.

Kansai V: Osaka-jo e Umeda

E chegamos ao último dia do passeio por Kansai! Neste dia, pegamos mais leve e decidimos ir só para o Osaka-jo (大阪城, onde encontramos o Maurício e a Miki), na estação Osaka-jo Koeun (大阪城公園駅) da linha circular, e para o Umeda Sky Building (梅田スカイビル), na estação de Osaka.

O Osaka-jo é um castelo bem bonito, com um parque em volta. Achei muito legal pensar em como alguém invadiria o castelo antigamente: dois fossos, muros bem altos… Seria bem difícil!

Osaka-jo

Osaka-jo

O fosso do Osaka-jo

O fosso do Osaka-jo

O passeio pelo Osaka-jo Kouen (大阪城公園) foi bem engraçado! Vimos uma competição de kendô, (quase) vimos um show que estava tendo, uns menininhos jogando beisebol, pessoas com coelhos e iguanas de estimação e conhecemos um português viajando pelo Japão!

Já de noite, fomos para o Umeda Sky Building, que é um prédio com um formato, digamos, peculiar. Em cima dele existe um jardim suspenso, mas não fomos ver porque estava meio carinho.

Umeda Sky Building

Umeda Sky Building

Depois disso foi jantar, pegar as malas e ir para o local de onde o ônibus sairia…

Se vocês forem algum dia para a região Kansai, aproveitem bem lá! Os kansai-jins, embora alguns tenham o sotaque que beira o incompreensível, são em geral muito legais! E além disso, a comida é boa! Não esqueçam de experimentar o okonomiyaki de lá!

Kansai IV: Kinkakuji, Kiyomizudera e Fushimi Inari

No dia seguinte, voltamos para Kyoto, mas dessa vez para ver os pontos turísticos na cidade. Antes de mais nada, o transporte público mais prático na cidade de Kyoto é o ônibus, então é uma boa comprar um Day Pass por ¥500 no terminal de ônibus junto à estação JR Kyoto antes de sair se aventurando por aí! Lá você também consegue pegar um guia que explica quais são as linhas, e qual ônibus vai para qual ponto turístico (mas não se esqueça de dar uma pesquisada antes de onde você quer ir também).

Nossa primeira parada foi o Kinkakuji (金閣寺), o chamado Pavilhão Dourado. A beleza é indescritível – e olha que o dia estava nublado, e o ouro não estava refletindo tanto a luz do sol assim.

Kinkakuji, o Pavilhão Dourado

Kinkakuji, o Pavilhão Dourado

O Kinkakuji mais de perto!

O Kinkakuji mais de perto!

Depois, fomos para Gion, que é onde existem casas do estilo antigo japonês – aos montes! É uma boa se perder no meio do bairro, você se sente naqueles filmes de samurai! Do ponto de ônibus Gion, fomos andando até o Kiyomizudera (清水寺). É uma boa caminhada ladeira acima, uma vez que o templo fica em uma encosta. Aviso aos navegantes: se estiver com fome, coma antes de subir que lá em cima é tudo caro!

Gion

Gion

Vista de Kyoto a partir do Kiyomizudera

Vista de Kyoto a partir do Kiyomizudera

Geishas!

Geishas!

Por fim, fomos até o Fushimi Inari Taisha (伏見稲荷大社), que é um templo onde estão aqueles monte de portais vermelhos um seguido do outro – que nem no filme Memórias de uma Geisha! E quando eu digo “monte”, é “monte”! Se você não tiver preparo físico, contente-se em andar até o fim da bifurcação, porque a partir dali é morro acima numa caminhada interminável. Se quiser tentar, leve sua água!

Fushimi Inari Taisha

Fushimi Inari Taisha

E agora, em qual que eu entro?

E agora, em qual que eu entro?

Ah é, e eu queria fazer um vídeo de eu correndo toda a extensão dos portais, mas esse plano foi por água abaixo. Dois motivos: (1) estava muito cheio de gente, então não dava para correr e (2) é impossível correr a extensão inteira disso!